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Conheça a história do médico que ama voar

08 de julho de 2020

Conheça a história do médico que ama voar

Se fosse possível escolher um poder daqueles usados pelos super-heróis, com certeza voar estaria entre os mais escolhidos. Como humanos que somos, se o desejo for estar nas alturas, há outras formas de realizar esse sonho. E é exatamente o que tão bem faz o médico praticante de parapente Márcio Antonio Camargo de Melo. Em meio ao céu, num silêncio absoluto, contempla cenários de uma beleza ímpar e assim aproveita para recarregar as energias.


Todas as quartas-feiras, se houver condições climáticas, a programação do ginecologista é a mesma. Nada de atendimentos no consultório, e sim dia de fazer uma de suas atividades preferidas. Nesses dias, sai às sete horas da manhã de casa, no bairro da Lapa, em Curitiba, e se junta aos companheiros de voo. Seguem juntos, em um ou dois carros, para uma rampa que fica próxima ao local.


Voar de parapente é um hobby que faz parte de sua vida há 14 anos. Em mais de uma década de prática, já foi com os amigos para voos em diversas cidades do Paraná e de Santa Catarina. “Recentemente fizemos um voo bem legal. Saímos de Curitiba, do Morro do Capivari, e pousamos na Praia de Antonina. Atravessamos a Serra do Mar, ao lado do Pico Paraná, uma paisagem linda. Foi um dos voos mais legais que já fiz”, conta o médico.


Se voar nos locais mais próximos de onde mora já proporciona experiências incríveis, imagine então viajar para outros países. Doutor Márcio relembra que uma das experiências mais marcantes na sua trajetória como parapentista foi a viagem feita ao Peru. Ele e os amigos ficaram duas semanas no local, focados somente em praticar voos. Todo dia saíam de uma rampa diferente e uma delas tinha um desnível de 1.500 metros. Foi nessa ocasião que fez o voo mais alto de sua vida, atingindo nada menos que quatro mil metros de altura. “Muito alto e muito frio”, é o que destaca dessa experiência, em que sobrevoou montanhas nevadas, algumas com glaciais em seus picos.


E a paixão pelo parapente é tamanha que doutor Márcio conta que durante toda a semana planeja qual será o próximo destino de voo. “Curto bastante o dia que estou voando e nos demais fico assistindo aos vídeos feitos por mim e pelos colegas”, comenta. Questionado se já vivenciou alguma situação de medo, ele nos conta a ocasião em que entrou numa nuvem e ficou girando dentro dela por cerca de dez minutos. Mas se engana quem pensa que houve algum sinal de pânico. Muito pelo contrário, ele garante ter sido uma de suas melhores experiências em voo. “Achei muito legal, ficou tudo branco. Para sair da nuvem, me orientei pelo GPS e fui na direção norte até conseguir sair dela”, relembra.


Apesar de experiente, doutor Márcio considera o parapente um esporte radical, devido à grande altura que se alcança e às particularidades de cada decolagem e, especialmente, das aterrisagens, que, como ele mesmo diz, são sempre um desafio. Porém, está exatamente nisso toda a carga de adrenalina que ele tanto gosta. 


Mais Paixões 


"Eu e a minha esposa, Cláudia, somos ginecologistas e trabalhamos na Lapa, em Curitiba. Tenho dois filhos, o Felipe, de 18 anos, que passou para o segundo ano de medicina na PUC do Paraná, e a Laura, que tem 12 anos e também pretende cursar medicina.


Pratico o parapente nas quartas-feiras para ficar os sábados e domingos com a família. Nado duas vezes por semana e às vezes também pratico surfe. Comecei a surfar junto com meu filho com a ajuda de uma escola de surfe em Curitiba há aproximadamente seis anos. Já fomos nos fins de semana para Florianópolis e Guarujá e fizemos juntos algumas viagens de surfe para fora, como Costa Rica, Indonésia e Barbados. Nessas viagens sempre vamos eu, a esposa e os filhos.


Na verdade eu mando bem mesmo é no parapente. O surfe é apenas para acompanhar o filho, mas até que me viro. Juntos pegamos ondas pequenas e médias. As grandes mesmo são para os profissionais."

 
Revista Elofar Vida | Jornalista Thais Lentz

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